terça-feira, 24 de novembro de 2009

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DICAS IMPORTANTE PARA O PROFESSOR QUE VAI ENSINAR PORTUGUES COMO SEGUNDA LÍNGUA PARA ALUNOS QUANTO A COMPREENSÃO DA LEITURA

Na leitura o professor precisa primeiro saber qual é o seu objetivo uma vez que o aluno surdo pode fazer a sua interpretação em libras e depois o professor solicita que ele escreve o que entendeu, muito importante professores, lembrem-se sempre que cada aluno é um aluno ele tem seu tempo de aprendizagem, é fundamental o professor explorar o conhecimento prévio do mesmo e nesse momento do entendimento da interpretação do texto que o aluno leu na hora de escrever, volto a ressaltar a importância do objetivo do professor e o grau de conhecimento do aluno elenco aqui três estratégias que o professor pode utilizar para saber qual foi o entendimento do aluno com relação ao gênero textual que trabalho com o aluno a LETURA;

1. O professor conversa com os alunos referente ao tema, (nesse momento o professor usa a libras para que o aluno surdo tenha uma compreensão); 2. Apresenta o gênero textual, perguntando se o aluno conhece, o que ele conhece ..... 3. Faz uma síntese do texto para os alunos em libras;(o professor nesse momento interagem com os alunos sempre seguindo o desempenho deles no entendimento, repetindo ou não conforme a necessidade); 4. O aluno explica para o professor a sua interpretação ou seu entendimento em libras; 5. O professor pode ser o “escriba”, ou seja, o aluno fala as expressões em libras e o professor escreve na lousa; 6. O aluno escreve no seu caderno o seu entendimento do gênero textual trabalhado; 7. Se o aluno ainda não tem nenhum domínio do português ou se tem muito pouco o professor pode sugerir que o aluno faça através de desenho e a sua compreensão, porém como é ensino do português escrito o professor aos poucos vai dando mais insumos ou orientações, explicações no português escrito até que comece a escrever palavras, depois pequenas frases e texto.

Lembrem-se para seguir qualquer um dos passos acima sugeridos o professor precisa conhecer seu aluno e lógico saber qual é o grau de conhecimento. Ir aprofundo dentro do limite e das especificidades de cada aluno uma vez que cada um tem seu tempo de aprendizagem.

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Postado por Helena Sperotto às 07:41 0 comentários Links para esta postagem
A língua portuguesa e a língua de sinais ocupam espaços significativos na instituição de ensino e na qual a língua de sinais é a língua de instrução. Um dos maiores problemas na educação do surdo é proveniente do processo de ensino-aprendizagem da língua portuguesa. Afinal, uma parte significativa de sua vida acadêmica, civil e pessoal sofre grandes reflexos em conseqüência do domínio ou não dessa língua.
Para que o desenvolvimento lingüístico aconteça é necessário que alunos surdos tenham a oportunidade de aprender a Língua de Sinais se possível desde cedo oportunizando dessa forma a oportunidade de desenvolver seu potencial e entrar com mais facilidade no mundo da leitura e escrita.
A ausência de audição e, conseqüentemente, da possibilidade de expressar-se naturalmente por meio da língua oral foi e continua sendo um dos principais aspectos de marginalização social das pessoas surdas. Além disso, a grande maioria dos surdos utiliza-se de formas de comunicação que priorizam os processos visuais, os quais têm na língua de sinais seu principal recurso simbólico.

sábado, 21 de novembro de 2009

Postado por Helena Sperotto às 19:28 0 comentários Links para esta postagem
PSLS – PORTUGUÊS COMO SEGUNDA LÍNGUA PARA SURDOS Decreto 5626, de dezembro de 2005 destaca: o reconhecimento do direito dos surdos a uma educação bilíngüe, na qual a Língua de Sinais é a primeira Língua, e a Língua Portuguesa, preferencialmente na modalidade escrita, é a segunda. A modalidade oral da Língua Portuguesa é uma possibilidade, mas deve ser trabalhada fora do espaço escolar. A Língua de Sinais preenche as mesmas funções que a Língua Portuguesa falada desempenha para os ouvintes e deve ser adquirida preferencialmente, na interação com adultos surdos, que ao usar ou interpretar os movimentos e enunciados observamos o funcionamento lingüístico-discursivo dessa língua. Ela vai ter papel fundamental no aprendizado da Língua Portuguesa, uma vez que possibilitará, entre outras coisas, conhecimento de mundo e de língua com base nos quais os alunos surdos poderão atribuir sentido ao que lêem e escrevem. Visando o aprendizado da Língua Portuguesa escrita, os alunos surdos devem ser apresentados ao maior número possível de textos, por meio de narrações repetidas e traduções. Além de traduzir os textos para a língua de sinais, o professor deverá explicar o seu conteúdo e características das duas línguas por meio da comparação. O aluno surdo chega na escola sem língua, mas com uma linguagem fragmentada. Não existe um pacote que se chama surdo, cada aluno é um aluno. A perda auditiva é um norteador para ver o que pode e deve ser aproveitado e como trabalhar com esse aluno.
1. PRÁTICAS ENSINO DE LEITURA PARA SURDOS
A leitura é um processo de interpretação que um sujeito faz do seu universo sócio-histórico-cultural. O ato de ler é uma tarefa imprescindível pois pressupõe: A aquisição/aprendizagem da escrita, sobretudo quando se trata da elaboração de textos. Com o aluno surdo é de fundamental importância iniciar a leitura através: Concreto; Gravuras/ desenho; filmes; frases; texto escrito. O professor deve considerar, sempre que possível: a importância da língua de sinais como um instrumento no ensino do português. É por meio da Libras que o surdo faz a leitura do mundo para depois se passar à leitura da palavra em língua portuguesa. A língua de sinais deverá ser sempre contemplada como língua por excelência de instrução em qualquer disciplina, especialmente na de língua portuguesa o que coloca o processo ensino/aprendizagem numa perspectiva bilíngüe. Requisitos para que se possa atribuir sentido à leitura: preocupar-se com o sentido do texto e não com palavras isoladas ; ter conhecimento de mundo e de língua que vão responder pelo conteúdo e pela forma, respectivamente, ler diferentes gêneros e tipos de textos.
2. ENSINO DO PORTUGUÊS ESCRITO PARA SURDOS
O texto se constitui de uma manifestação lingüística, pela atuação conjunta de uma complexa rede de fatores de ordem: situacional, cognitiva, sociocultural e interacional são capazes de construir, para ela, determinado sentido . O texto é processo, enquanto é concebido pelo autor e produto, no momento de finalização por este, passando a ser processo novamente quando exposto às possíveis leituras e interpretações. É um instrumento fundamental nas e das práticas sociais. O texto escrito é ferramenta básica de comunicação entre surdos e ouvintes. É importante que o professor de surdos inclua os mais diferentes textos como recursos didáticos, tanto para a atividade de leitura como para a de produção. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), recomendam textos para: o desenvolvimento do raciocínio, da argumentação e para experiência lúdica textual. Texto e contexto, sendo o texto uma prática social, obviamente, há de se considerar as suas condições de produção. O ambiente sócio-cultural, o momento histórico, os interlocutores. Condições dessa forma para: por que este texto foi produzido? Para que ele serve? Para quem é dirigido? Qual a sua importância social? Isso nos leva a compreender por que razão, texto e contexto se encontram numa relação de sintonia.
ESTRATÉGIAS DE PROCESSAMENTO TEXTUAL
O processo de construção de um texto, utilizando as estratégias de natureza: Cognitiva: consistem em estratégias de uso do conhecimento; opiniões e atitudes que possibilitem a construção de sentidos textuais. Textual: Referem à organização através: informação; de formulação; de referenciação; explícito e implícito. Sociointeracionais; as atitudes dos interlocutores e estratégias de preservação da auto-imagem, de negociação, de esclarecimentos. Há diferenças estruturais entre línguas de sinais e línguas orais, por isso uma das dificuldades que o surdo tem apresentado na sua produção textual em português é exatamente a de fazer as ligações entre: palavras, segmentos, períodos, orações, parágrafos. A coerência é, na verdade, o próprio texto, pois um texto sem coerência seria o não-texto e este não existe. Portanto, a de organizar seqüencialmente o pensamento em cadeias coesivas na língua portuguesa. Essa idéia tem levado muitos a acreditarem que textos produzidos por uma pessoa surda não têm coerência. Embora coesão e coerência apresentem vínculos entre si, são fenômenos com aspectos distintos: Coesão: diz respeito prioritariamente à forma; Coerência: ao aspecto semântico-lógico. Por isso, verifica-se que a escrita de surdos, com domínio de LIBRAS, é dotada de coerência, embora nem sempre apresente certas características formais de coesão textual e de uso de morfemas gramaticais livres ou não. Segundo Santos & Ferreira Brito: Acredita-se que o elemento fundamental para a transmissão da mensagem escrita seja a coerência e que esta é dependente das estruturas cognitivas e dos princípios pragmáticos que regem a linguagem .
É responsabilidade de o professor desenvolver maneiras de garantir a aprendizagem de algumas das infinitas possibilidades de (re)estruturação do texto, garantindo um direito inalienável do surdo: o acesso a elas. Portanto gênero textual são práticas sociais, como, por exemplo: convites, cheques, sedex, músicas, cartas, bilhetes, quadrinhos, contos, publicidades, poemas, receitas culinárias, Chats, resenhas, bula de remédio, fichas de cadastro, e-mails telegramas, debates, crônicas, propagandas, resumos, desenho, charges, artigos de jornal e revista, cartões diversos :postal, agrade- cimento, apresentação, aniversário, outros e livros em geral etc.
Os textos a serem selecionados são aqueles que, por suas características e usos, podem favorecer a reflexão crítica, o exercício de formas de pensamento mais elaboradas e abstratas, bem como a fruição estética dos usos artísticos da linguagem, ou seja, os mais vitais para a plena participação numa sociedade letrada (PCNs, 1998).
ELEMENTOS ESTRUTURAIS
• QUEM? - a(s) pessoa(s) ou personagem(ns)
• O QUÊ? - o fato, o acontecimento
• COMO? - o modo como acontece o episódio
• ONDE? - o lugar ou os lugares onde ocorre
• QUANDO? - o(s) momento(s) em que se passam os fatos
• POR QUÊ? - a causa dos acontecimentos.
A leitura e a escrita são, certamente, dois dos aspectos que mais preocupam os educadores de surdos.
A produção de textos ( escritos) é o ponto de partida e de chegada de todo o processo de ensino / aprendizagem da língua é no texto que a língua se revela em sua totalidade: quer enquanto conjunto de formas: quer enquanto discurso que remete a uma relação intersubjetiva.
O professor precisa pensar a relação de ensino como o lugar de práticas de linguagem e a partir da compreensão do funcionamento da língua, aumentar as possibilidades de uso da língua.
Compreensão de leitura Solé, 1998, A compreensão de um texto é, sobretudo, um processo de construção de significados, conhecimento prévio para abordar a leitura refere-se ao conhecimento que o leitor tem do conteúdo e o tipo de relações que estabelece entre esse conhecimento e o texto.
Depende do texto, mas também de outras questões, próprias do leitor como: os seus objetivos e a motivação com respeito à leitura, objetivos em relação a um texto podem ser muito variados.
A tarefa do professor não é corrigir o aluno, mas ser interlocutor ou mediador entre o texto e a aprendizagem que vai se concretizando nas atividades de sala de aula.
Adotando essa concepção de linguagem e de língua, coube à escola viabilizar o acesso do aluno ao universo dos textos que circulam socialmente, ensinar a produzi-los e a interpretá-los para isso destacamos três práticas:
Apesar de não contar com a modalidade oral da Língua Portuguesa, a criança surda, se inserida em atividades que envolvem a escrita, pode elaborar suas hipóteses sobre a escrita, num processo muito semelhante ao observado em crianças ouvintes, no entanto, as hipóteses serão visuais.
Para isso, é necessário que se conceba a escrita como prática social, o que implica assumir que, se expostas a atividades que envolvam a escrita, as crianças surdas serão submetidas ao funcionamento lingüístico-discursivo desta língua.
  • A adoção das idéias de Lemos à educação de crianças surdas implica em: assumir que a criança surda, assim como ouvinte, ao ser exposta a textos escritos em Língua Portuguesa, vai ser submetida ao funcionamento desta língua, que as crianças surdas sejam inseridas em práticas discursivas que envolvam a escrita por meio de uma língua que lhes é acessível.
  • O que caracteriza o português como segunda língua para o surdo (L.2)?
As línguas de sinais são comparáveis a qualquer língua oral em complexidade e expressividade.
  • Qual é a diferença na metodologia, entre o ensino de português para estrangeiros ou como L2 para surdo?
Metodologias adequadas para a aprendizagem de uma língua nova.
  • Qual a relação entre sujeito,língua e cultura?
O surdo (sujeito) é bi-cultural pois convive com a cultura surda e ouvinte. A Língua de sinais é mais sintética . O surdo só vai aprender o português quando vê o português escrito corretamente.
BIBLIOGRAFIA
BRASILIA, Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005, Regulamenta a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras, e o art. 18 da Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000. BRASIL, programa Nacional de apoio à Educação dos Surdos, ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA SURDOS, caminho para a prática pedagógica, volume I e II, MEC, Brasília, 2004. FERNANDES, Eulalia, Linguagem e Surdez, Artemed, Porto Alegre, 2003. SÃO PAULO, Secretaria Municipal de Educação, Diretoria de Orientação Técnica Projeto Toda Força ao 1° Ano: Contemplando as especificidades dos alunos surdos / Secretaria Municipal de Educação – São Paulo: SME / DOT, 2007. PEREIRA, Maria Cristina da Cunha Apostila: Construção de hipótese sobre a escrita por crianças surdas ; um caminho diferenciado - DERDIC-PUCSP. _________, Secretaria de Educação, Leitura, Escrita e Surdez, CENP/CAPE, São Paulo, FDE, 2007. QUADROS & SCHMIEDT, Ronice Müller de, Magali L.P. Idéias para Ensinar Portugues Para Alunos Surdos, Brasilia, MEC, SEESP, 2005.
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